Em busca da cor perfeita + livros

03/09/2015
Categoria: Meu Diário |

cores-blog

Desde que escrevi o último post, nesta semana, entrei em um estado de simplificação da minha vida novamente. Olho ao meu redor e ainda me sinto imersa em muitas coisas que não combinam mais comigo. Talvez eu tenha mudado muito nas últimas semanas, ou talvez seja apenas aquele momento que nos dá um estalo e nos damos conta de que acumulamos demais.

Blog

O blog reflete muito minha personagem, principalmente meu aspecto mais característico de mudanças constantes. Estou sempre em busca de melhorias, de encontrar um equilíbrio e de saber como traduzir tudo isso de forma que eu mesma possa me compreender. No blog Vida Minimalista eu usava cores azuis. Sempre foi a identidade visual do meu blog, pois azul conseguia traduzir, na minha mente, o que era o minimalismo sob minha perspectiva. Cor do céu, cor tranquila, que me trazia segurança e paz. Mas desde que fiz as mudanças para o Vida Conectada, ainda não encontrei a cor que representa esta nova fase da minha vida. Multicolorido? Lilás? Verde, representando a natureza e tudo que me cerca? Ainda não. Não era bem isso.

Gosto de arte, gosto de cores, e principalmente tentar compreender sobre a psicologia das cores. Na comunicação estudamos bastante a importância da escolha correta das cores de acordo com cada projeto, já que cada uma transmite uma informação ou sensação, e a escolha equivocada pode pôr um projeto a perder.

Mas não é com projetos que estou preocupada, mas tentando descobrir qual cor me representa mais neste momento, qual combina mais com meu estado atual, e foi em um momento aleatório, navegando pelo Pinterest que me deparei com a menta. No mesmo instante senti uma sensação boa, e então comecei a arrumar minha casa virtual, tentando eliminar alguns itens no layout que me pareciam poluir o visual e tentar chegar a algo mais clean, mais minimalista.

Talvez um dia eu volte para o azul, meu ponto de partida. Talvez passe pelo rosa, ou quem sabe cores mais fortes e ativas. Não posso afirmar como será meu blog daqui a 1 ano, ou até mesmo 1 mês. A única certeza que tenho é a de que estou eternamente em busca de me cercar de coisas que me fazem sentir feliz, tranquila e realizada. E espero que vocês gostem, ou pelo menos não se incomodem. <3

Livros

Talvez eu comece a me desapegar de alguns livros. Ainda não sei como farei isso, se os colocarei para troca no Skoob, se venderei por um preço simbólico ou se doarei uma parte. Ainda estou fazendo uma faxina em outros aspectos da minha vida, mas em breve chegarei no meu ponto fraco, afinal, se eu compro tantos livros e tenho tantos outros que sequer li, talvez eu realmente esteja desviando meu lado consumista pros livros, com a eterna desculpa de que livros em excesso não é consumismo, mas sim instrução/educação/cultura. Mas será mesmo que posso usar esta desculpa?

E vocês, compram muitos livros e acabam não lendo todos? Têm apego por livros físicos e não conseguem deixá-los ir? Contem aqui nos comentários!

Sobre as voltas que a vida dá

31/08/2015
Categoria: Vida Minimalista |

meu-netbook

A vida é um eterno ciclo, sempre acreditei nisso. E cada vez que chegamos novamente ao mesmo ponto, já estamos completamente diferentes do que éramos na volta anterior.

Estou neste momento na biblioteca da faculdade. Em outro momento eu estaria pelos corredores com um livro na mão, ou no laboratório que costumo ficar com amigos e professores. Mas decidi fazer uma experiência e aproveitar o tempo para me organizar.

Acordei inspirada a colocar minha vida no eixo novamente. Não que as coisas estejam confusas, muito pelo contrário. Tudo parece fluir tão bem que me sinto feliz e grata com tudo o que tem acontecido ultimamente. Mas a sensação que tenho é que estou deixando a vida me levar, e alguns projetos e planos que tinha feito acabaram ficando em segundo plano. Sabe quando percebemos que precisamos fazer aquele declutter na papelada, reorganizar os arquivos do computador e arrumar o guarda-roupas? Pois é, me encontro assim no momento.

A ideia que tive foi a de resgatar meu antigo netbook e trazer pra faculdade. Com o wifi da biblioteca, poderia adiantar algumas coisas, organizar outras e tentar escrever um pouco enquanto escutava uma música boa. Sei que vivemos em uma época em que a obsolescência programada virou quase uma regra. Compramos coisas já com prazo de validade pré-estabelecidas, e por este e outros motivos, tinha deixado meu netbook empoeirar-se num canto da casa, abandonado.

Ao ligá-lo, aqui já na biblioteca, não imaginaria o tanto de experiências que eu reviveria. Ele é lento, está um pouco sujinho, mas nada disso importa pra mim. Apenas precisava de algo portátil que me permitisse escrever fluentemente, mas não foi apenas isso que aconteceu.

Logo ao iniciar o sistema, memórias boas surgiram em minha mente. Foi nele que digitei as primeiras palavras do blog Vida Minimalista, antes de se transformar em Vida Conectada. Lembranças de uma época em que eu queria, a todo custo, mudar minha vida pra melhor. Uma época em que queria me desfazer de objetos, de sentimentos, de tudo que não me fazia bem, em busca de descobrir do que eu realmente gostava, o que me fazia feliz. Uma época boa, em que aprendi demais sobre a vida. Em que pesquisei, tive novas experiências relacionadas ao desapego, e tantas outras alegrias. Todas estas memórias vieram como em um furacão, mas não parou por aí.

Programas à espera de atualizações. Arquivos sem sincronia, Evernote e Dropbox em uma versão antiga. E ao olhar os últimos arquivos, me deparei com fotos, vídeos e músicas, que naquela época faziam parte do meu dia-a-dia e que agora já não significavam mais nada. Como podemos mudar tanto?

Procurei por aquela pasta de músicas próprias para Reiki, e para minha surpresa, ela estava ali, aguardando pelo play. E enquanto escuto o álbum Mind, Body and Soul series, de Llewellyn, lembro-me da época em que o deixava em modo replay, tocando ad infinitum enquanto fazia meus primeiros destralhamentos no quarto. Enquanto ponderava se deveria ou não doar aquele ursinho de pelúcia, ou aquela blusa antiga que não cabia mais em mim. E hoje percebo que tudo que deixei pra trás, tudo que desapeguei, nunca me causou arrependimento, muito pelo contrário, só me deixou feliz em saber que teria outra serventia, que outras pessoas poderiam usar aquilo que eu acumulava no fundo do armário. E não foram apenas de objetos que me lembrei, mas também de sentimentos, certezas e tudo que eu já havia contruído. Ou melhor, o que haviam contruído por mim.

Quando desapegamos, doamos e nos abrimos para algo novo, vamos eliminando camadas ao nosso redor. E só conseguimos nos autoconhecer de verdade ao nos despirmos de tudo aquilo que foi construído. Desde pequenos somos bombardeados diariamente com crenças limitantes e senso-comuns disfarçados de conhecimento, mas que apenas nos enrijecem, nos fazem encarar nossas próprias vidas a partir de experiências vividas por outras pessoas. Quanto me desconstruí até agora!

E o melhor de tudo, é que sei que ainda estou caminhando em uma trilha que não sei onde vai terminar. Aquele papo de focar numa meta e seguir em frente, totalmente obstinado, talvez não seja tão bom assim. Quão belo e prazeroso é observar as borboletas do caminho!

E é olhando pra trás que pude, hoje, perceber o quanto cresci, amadureci e mudei desde a última vez que desliguei este pequeno netbook. Também tropecei várias vezes, é claro, mas o que aprenderíamos caso a trilha não tivesse curvas nem troncos de árvores pelo caminho? Será que eu seria a mesma? Certamente não.

E hoje sou grata ao meu pequeno netbook, que me proporcionou tantos momentos de reflexão. Meu plano era apenas sentar-me aqui, quieta na biblioteca, e produzir algo que estivesse pendente. Mas sei que nada é por acaso, e essa enxurrada de sentimentos e sensações mudaram o meu dia me fazendo enxergar que preciso, novamente, minimalizar. É hora de dar uma sacudida e deixar a poeira se desprender do meu corpo.

Novamente me encontro no mesmo ponto em que me encontrava há alguns anos, mas não sou mais a mesma pessoa. E estou pronta para, a cada dia, desapegar das minhas certezas e aprender cada vez mais.

Me perdoem o texto longo, mas é culpa do meu pequeno netbook. Talvez eu o traga mais vezes para a biblioteca silenciosa da faculdade. Talvez eu ainda tenha muito a aprender com este pequeno computador, ou quem sabe, comigo mesma.

Declutter: como estão suas gavetas?

29/08/2015
Categoria: Vida Minimalista | Tags: , ,

Declutter: como estão suas gavetas? | Vida Conectada | #vidaconectada

A pergunta que farei hoje a vocês é: como estão suas gavetas?

Como contei aqui no blog, nas últimas semanas estou em uma rotina muito corrida. Saio de manhã e volto apenas à noite pra casa, cansada e sem ânimo pra sentar na escrivaninha, ligar o computador e fazer o que precisa ser feito. Apesar de estar fazendo o que gosto e me sentindo muito bem com isso, é inevitável o cansaço físico e mental depois de, por exemplo, sair de casa 8hs da noite e voltar às 22hs sem ter uma pausa pra relaxar.

Mas não é apenas isso que está drenando minha energia. Hoje, ao abrir minhas gavetas de roupas, percebi o quanto negligenciei com sua organização e limpeza. Não que tenham roupas sujas ali, mas o aspecto bagunçado dá uma impressão ruim. E como acredito demais em energias, aproveitei este lindo sábado de sol pra fazer um declutter na papelada e arrumar meu guarda-roupas.

Comecei pelas gavetas. Escolhi o alvo, tirei tudo de dentro e coloquei sobre minha cama. Uma a uma, peguei a peça de roupa, abri, sacodi e a dobrei novamente, formando pilhas de blusas de acordo com sua estrutura (sem manga, com manga, de frio) e gentilmente passava minhas mãos sobre elas para eliminar quaisquer vestígios de amassados, ao mesmo tempo em que as energizava. Fiz isso até ter todas as gavetas arrumadas, enquanto deixava de lado aquelas roupas que não estou usando há um bom tempo e que não pretendo usar mais.

Quando tiramos tudo das gavetas e voltamos apenas as peças que realmente amamos, fica mais fácil desapegar de algumas peças, diferentemente se olhamos uma pilha com a finalidade de tirar dali roupas a serem doadas.

E quanto a vocês? Como andam suas gavetas? Muito bagunçadas? É importante lembrar que um armário desorganizado reflete também como estamos por dentro. Se nossos pensamentos e sentimentos andam desequilibrados, logo a bagunça surge. Vamos nos reequilibrar fazendo aquela arrumação? O melhor de tudo é a sensação de leveza depois. Parece que tudo volta ao equilíbrio.